Beat Ernst Leuenberg

Drº Leuenberg nasceu na Suíça em 27 de agosto de 1946, iniciou educação escolar em sua cidade natal, Burgdorf. Em 1963 e 1964 como estudante de intercâmbio, estudou em Portales (Novo México, EUA). De volta à Europa, estudou na Universidade de Berna (Suíça) e Heidelberg (Alemanha), obtendo doutorado em Ciências Naturais, em 1975. Seu extenso conhecimento de biologia, química e também fluente em várias línguas, permitiu-lhe aprofundar em tudo que se possa investigar nessas áreas. .
Sua tese de doutorado é um volume que detalha as características morfológicas do pólen de cactos. Ele desenvolveu métodos para o corte de grãos, talvez agora mais frequentes, mas inovador na época, bem como fotos tiradas pelos microscópios eletrônicos de varredura então recente. Ele já tinha usado essa ferramenta valiosa e os primeiros estudos publicados sobre o assunto.
Drº Bata, como era conhecido, teve outras funções, 1975-1976 foi Assistente no Instituto Sistemático-geobotanical da Universidade de Berna. Desde 1976, no Jardim Botânico e Museu Botânico de Berlim Dahlem, Curador sênior, Chefe do Departamento de coleções vivas subtropicais e tropicais em estufas. Apreciou Documentações de espécimes, baseada na identificação e verificação em herbários, incluindo a elaboração de dados de nomenclaturas para o banco de coleções vivas.
Suas publicações sobre plantas são várias, principalmente da Argentina, país muito amado por ele, onde gostava imensamente. Nestas viagens, em sua maior parte, acompanhado de Silvia Arroyo, sua esposa, Argentina e botânica.
Dr. Bata empreendeu numerosas expedições botânicas, que o levou muitas vezes a áreas que são ricas em plantas suculentas. Sua primeira grande jornada começou pelo Togo, depois México, Namíbia, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile e Guiana, países que ele colheu farto material vegetal, levando para Berlim.
Sua paixão desde a infância por cactos foi por influência de Werner Rauh, que talvez, inspirando-o duas de suas mais importantes monografias: gênero Pereskia (1986) e de gênero Maihuenia (1997), ambas são, sem dúvida, os estudos mais abrangente até o momento para gêneros dessa família. Do gênero Pereskia, algumas espécies são conhecidas no Brasil como Ora-pro-nobis.
Ele estava sempre interessado em publicações de vários gêneros argentino, alguns trabalhos muito completos sobre monotípicos de Denmoza e Blossfeldia e também, inclusive, vários em Opuntia Armata.
A lista de suas publicações podem ser vista na web, no site do “Botanischer Garten und Museum Berlin-Dahlem Botanischer”. São cerca de 130 trabalhos, entre eles, os espécimes de Cactaceas em herbários europeus e americanos, incluindo da Argentina.
Dr. Bata Ernst Leuenberger, aposentou-se e morreu de câncer no pâncreas, em maio de 2010.

ORA-PRO-NOBIS, A CARNE DOS POBRES (O LIVRO)

A necessidade de se descobrir alimentos alternativos para o combate à fome na população de baixa renda, é assunto que tem recebido atenção no mundo nos últimos anos, sobretudo, no Brasil.
Algumas plantas comestíveis já apresentam fácil disponibilidade, com baixo valor de mercado, outras ainda, não tão popularizadas, vem se destacando em vários estudos cientifico.
As hortaliças não convencionais podem constitui alternativas para populações carentes, por serem boas fontes de nutrientes e curas de enfermidades, é o caso da Ora-pro-nobis. Cactácea que vem merecendo atenção especial por seu alto valor nutritivo e vem sendo utilizada em pratos típicos da culinária e na medicina popular em algumas regiões do Brasil, principalmente no interior mineiro.
A falta de informação por parte da população no resto do país, o desconhecimento quanto ao valor nutricional e modo de preparo, faz com que o consumo seja reduzido, tendo em vista que a Ora-pro-nobis, é uma cactácea com característica diferente em relação às demais hortaliças, com sua forma arbustiva espinhosa, no que leva desconfiança e medo ao consumo.
Conhecida como “carne de pobre” pela alta concentração de nutrientes, é carinhosamente chamada de lobrobo, essa planta tem seu próprio festival gastronômico na cidade de Sabará em Minas Gerais.

Com Prefácio da Professora Doutora Sandra Barros Sanchez do Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o livro “ORA-PRO-NOBIS – A Carne dos pobres” pode vir a contribuir com uma linguagem simples, aos apreciadores de plantas e comidas típicas; estudantes de agropecuária e de agroecologia, tendo em vista, que muita coisa escrita acerca da flora brasileira, condensada em livros ou esparsa em periódicos, na sua grande maioria, é de difícil aquisição ou consulta.

As informações popularizadas (somente na mídia digital) talvez contribuam de alguma forma, no entanto, é preciso que as literaturas se expandam e cheguem às mãos de estudantes na forma de livros, pois nem sempre informações de artigos técnicos e/ou de linguagem simples chegam a lugares em que a tecnologia ainda não chegou.
Essa é a proposta de “ORA-PRO-NOBIS – A carne de pobres”, divulgar e opinar sobre a importância econômica desta bela e nutritiva planta espinhosa.

Para adquirir o livro, acesse o link abaixo:

http://clubedeautores.com.br/book/99601–ORAPRONOBIS

A importancia da Taxonomia

Uma das coisas que mais nos chamava atenção quando estudante no colégio técnico (CTUR) era aqueles nomes “esquisitos” das plantas forrageiras do Campo Agrostológico. Até porque, se não tivéssemos a devida atenção, logicamente, não teríamos bons resultados nos testes e provas aplicadas pelo professor da disciplina Bases da Produção. Esses nomes “esquisitos” a qual nos referimos eram os nomes científicos (Taxonomia Animal e Vegetal – cada uma com seus princípios e regras particulares). Devemos confessar que naquela época estávamos “enferrujados” na disciplina Biologia, ou até mesmo, quando estudante do ensino médio, nem sequer tivemos a oportunidade de entender ou dar a devida importância a Taxonomia ou o Sistemático ramo das ciências naturais que se ocupa com a classificação dos organismos. Aquele Mestre era categórico: Quero nome comum e nome científico!”– exclamava ele. Se não fosse assim, simplesmente, assinalava na prova em vermelho, “abobrinha”. Essa forma veemente de cobrança disciplinar foi de muitíssima importância, pois foi ali, que passamos a ser mais observadores das palavras na hora de aprender e escrever, além das nossas obrigações estudantis. Essa forma de disciplinar nos fez ser observadores e curiosos. Logicamente nem todos tem a oportunidade de ter acesso a livros específicos, do tipo, Sistema Naturae, que é à base da moderna nomenclatura zoológica, criada por Lineu em 1758, hoje temos a internet para “matar” essas curiosidades, e isso, às vezes nos parece ser perigoso, pois muitas das fontes não são seguras, e para estudantes ou apreciadores de espécimes, as informações podem ser nocivas, pois quando fazemos a leitura, automaticamente, observamos também a ilustração, aprendemos e passamos acreditar naquilo que foi lido e visto.

Não vamos aqui generalizar com criticas todas as fontes de informações virtuais relacionados aos animais, pois alguns lapsos podem ser cometidos (temos os nossos!). Dessas informações virtuais, não podemos acreditar que a maioria desconheça algumas das principais regras de nomenclatura zoológica, principalmente quando essas informações vêm de Sites oficiais de órgãos públicos, como por exemplo, o Zoológico do Rio de Janeiro. Um grande lapso poderia ser uma foto ou ilustração, que não corresponda á informação escrita, essa combinação é importante, para que todo o conteúdo informativo não seja nocivo, afinal o que vale o escrito ou o ilustrado?
Veja um exemplo no Site do zoológico do Rio de Janeiro, dos animais em exposição citados, o Audade (não há referencias para o nome comum), com classificação: Papio anubis; Ordem: Primates, que é da Família: Cercopithecidae; Subfamília: Cercopithecina; Genero: Papio (um tipo babuino)
O que nos parece, a foto não condiz com a classificação zoológica. A ilustração demonstra um animal do genero Capra, de Ordem: Artiodactyla; Familia: Bovidae; Subfamilia: Caprinae.
Nossa observação na classificação zoológica e foto daquele animal, no Site do Zoológico do Rio de Janeiro, nos parece ser um lapso, se não, informação nociva para jovens estudantes, que utilizam o Site para pesquisas e/ou visitar aquele Parque Municipal
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Confira o lapso do Zoo do Rio:  http://www.rio.rj.gov.br/web/riozoo/exibeconteudo?article-id=141970

Acesse um resumo sobre a taxonomia:, disponível em: www.slideshare.net/joao1959/a-taxonomia-eanomenclaturaemanimais-prfglaucio

Trote e Trotes

Apesar das tradições estudantis, a cada ano letivo fica provado que o trote é um crime bárbaro e uma fraqueza de espírito para quem pratica ou apóia, muitas das vezes as conseqüências são catastróficas. Denominar o calouro de “bixo” (ou bixete, se for mulher), não parece querer indicar “que o calouro deve ser humilhado a ponto de nem mesmo merecer que a palavra “bicho” seja escrita corretamente” (Zuin, 2002, p. 44).

Pelos menos se esses que praticam, soubessem distinguir a palavra trote, talvez não o fizessem.  Segundo Aurélio, o trote é “a andadura natural das cavalgaduras, entre o passo ordinário e o galope, e que se caracteriza pelas batidas regulamente espaçadas das patas”, (feito elegantemente pelos eqüídeos), ou também, “a zombaria a que os veteranos das escolas sujeitam os calouros”, este último, praticado pelos os fracos de espírito, com suas próprias patas e de forma deselegante na hora de receber os novos colegas.  

Muitas instituições estudantis, já começaram a divulgar os seus calendários de inscrições para os concursos de seleção, portanto, também é chegada a hora, de se fazer campanhas de orientação para que a prática do trote não se realizem, deixando claro, que mesmo os que estão prestes a se formarem, não pratiquem, pois poderão se expulsos.

Há muito tempo a violência no universo estudantil tem sido um traço característico das relações escolares. Entretanto, seu foco era direcionado ora para a violência contra a escola e ou seus governantes (No Brasil, as manifestações da juventude estudantil provocaram uma série de mudanças culturais no seio da sociedade.), ora para os próprios pares (como nos trotes) e coisas banais (Como a revolução estudantil de maio de 68, quando o reitor da universidade de Nanterre proibiu os rapazes de visitar as moças em seus dormitórios).

A origem dos trotes estudantis é incerta; porém, existem registros de sua ocorrência na Idade Média. Um dos documentos mais antigos desse tipo data de 1342 e refere-se à Universidade de Paris. Nas instituições européias, era comum separar os novatos dos veteranos. Aos novos alunos era negada a possibilidade de assistir às aulas junto com os demais, no interior das salas: eles eram obrigados a se dirigir aos vestíbulos (pátios de acesso ao prédio) – daí o uso do termo vestibulando para identificar aqueles que estão prestes a entrar para a universidade.

Sob a alegação de profilaxia e necessidade de manter a higiene, os novatos tinham a cabeça raspada e, na maioria das vezes, suas roupas eram queimadas. Essa prática, no entanto, logo se converteu numa espécie de culto à humilhação. Com o tempo, os trotes ganharam ainda mais requintes de crueldades. Foram registrados, sobretudo, nas universidades de Heidelberg (Alemanha), Bolonha (Itália) e Paris (França), situações em que os calouros eram obrigados pelos veteranos a beber urina e a comer excrementos antes de serem declarados “domesticados”. Domesticados! Não seriam eles os animais?

Muares, como tema transversal

Em pleno século XXI, mesmo com todo o desenvolvimento tecnológico, do mundo globalizado e virtual, os equídeos continuam prestando grandes serviços ao homem, puxando carroças com diversas cargas, conduzindo rebanhos, trazendo gêneros de primeira necessidade para as famílias, aonde os veículos automotores não chegam, transportando produtos produzidos em regiões montanhosas para o consumo das cidades. Como transportes, ainda, levam e trazem crianças das escolas em áreas rurais, bem como, são utilizados, no transporte de materiais de construção ou como transporte alternativo em pequenos municípios do Brasil, participam de romarias e de badalas feiras de animais de exposição. Neste contexto, os muares (burros e mulas) parecem está em destaque, pela sua força, docilidade e beleza. Eles são utilizados desde o Brasil Império, servindo de montaria ou trazendo variadas mercadorias, tais como, suprimentos, remédios e variadas mercadorias, através dos tropeiros. São animais tão extraordinários, que em dado momento de nossa história teve papel importante, ajudando a transportar em seus lombos, o ouro das minas, o açúcar dos engenhos e o café das longínquas fazendas.

O estudo dos muares exige uma abordagem particularmente ampla e diversificada, pois é um tema vivenciado pela sociedade, nas comunidades, nas famílias e por alunos e educadores no cotidiano, em cada região do Brasil.

A LDB, através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), indica temas transversais, tais como, a pluralidade cultural e recomenda que temas transversais possam ser temas locais, de interesse específico e de uma realidade local. No Ensino Médio Técnico em Agropecuária, os muares podem ser considerados como tema transversal, pois é tema de interesse especifico, da realidade de varias comunidades regionais.

Dentro de um estudo multidisciplinar (…), os muares podem ser abordados como tema transversal e de interdisciplinaridade no Ensino Médio Técnico, utilizando exemplos práticos.  Para alunos de cursos de Técnico em Agropecuária ou Agroecologia, a disciplina Química, como exemplo, pode-se estudar as reações de fermentação durante o transporte (com os muares) de forrageiras ou de adubo orgânico.

Tudo que foi abordado aqui no texto, é parte dos conteúdos aprendidos no livro, MUARES: TEMA TRANSVERSAL PARA O ENSINO MÉDIO E TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA. Para Técnicos em Agropecuários já formados, ou que ainda, vão se formar, a obra citada contribuirá, ou até complementará os conhecimentos já adquiridos, pois no livro são abordados, assuntos tais como: Origem dos animais, reprodução, a doma racional, alimentação e instalações.

Visite o Blog: tecnicoemagropecuaria.blogspot.com  e saiba com adquirir o livro.

Técnico em Agropecuária e Agroecologia

Breve faremos poust variados, assuntos direcionados a estudantes de agropecuária, agroecologia, agrícola e da agricultura familiar. Enquanto isso, nos acompanhe no twitter AGROPEC ou tecnicoemagropecuaria.blogspot.com
Até Brave!

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